sábado, 22 de setembro de 2007

Silvino Morais

Silvino Morais de novo com Domingos
NOVO TÉCNICO DE GUARDA-REDES DA BRIOSA

Prestes a completar 42 anos, Silvino Morais volta a trabalhar com Domingos – agora na Briosa – depois de já o ter feito na equipa B dos azuis e brancos. Silvino sucede a Luís Matos, contratado pelo Benfica, no cargo de treinador de guarda-redes.

“Conheço muitos técnicos e acho que o Domingos será um de topo. Voltar a trabalhar com ele é um privilégio, até porque existe também uma grande amizade.” Silvino deixa ainda elogios ao projecto da Académica: “Trata-se de um clube com mística e do qual toda a gente gosta.” Pedro Roma, Ricardo e Rui Nereu serão os pupilos de Silvino na luta pela baliza.

“Respeito muito o Pedro Roma, pelo muito que já deu ao futebol, enquanto Ricardo e Rui Nereu terão de mostrar o seu valor.”

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sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Quiosque Briosa

Campo de Santa Cruz poderá estar pronto em Março

Orçada em 420 mil euros, a empreitada será custeada pela Associação Académica (270 mil euros) e pela Universidade de Coimbra (150 mil euros). Governo não dá qualquer subsídio

Sete anos após ter encerrado para obras, o Campo de Santa Cruz poderá estar pronto em Março de 2008, anunciou ontem o presidente da Associação Académica de Coimbra (AAC), Paulo Fernandes. Segundo o responsável, caso não haja reclamações do concurso público agora lançado, a adjudicação da segunda fase da empreitada deverá acontecer a 29 de Novembro, estimando-se que as obras estejam concluídas daí a três meses, o prazo previsto pelo caderno de encargos.
Em causa está a colocação de 5.900 metros quadrados de relva sintética e 650 metros quadrados de pavimento em resina acrílica, bem como a instalação dos respectivos equipamentos e a correcção de um desnível no campo. Do custo total de 420 mil euros (mais IVA), a UC vai disponibilizar 150 mil euros, ficando a restante verba ao encargo da AAC.
«Há mais de quatro anos, dois de obras e dois de espera, que estamos a tentar encontrar vias para resolver os problemas de financiamento», lamentou ontem o reitor da Universidade de Coimbra, Fernando Seabra Santos, durante a apresentação do início do concurso público e das obras de conclusão do complexo desportivo.
«Inicialmente a AAC aguardava um subsídio do Governo, mas a resposta eterniza-se e o estado de degradação do campo agrava-se dia após dia, por isso decidimos avançar com a obra», explicou Paulo Fernandes, para quem o equipamento desportivo, destinado às modalidades da Associação, «irá ser o melhor do género na cidade».
Ainda assim, o reitor mostrou-se esperançoso face a uma eventual comparticipação por parte do Executivo. «Ficaríamos muito satisfeitos se houvesse uma resposta favorável, porque isso significaria uma diminuição do investimento da AAC», confessou.
A primeira fase das obras, consignada em Julho de 2003, foi concluída em 2005 após problemas com a preservação de uma colónia de sapos parteiros, «uma das únicas do mundo em ambiente urbano», lembrou Seabra Santos.
Orçada em 820 mil euros (mais IVA), dos quais 550 mil foram custeados pela UC, a empreitada envolveu inicialmente a recuperação dos antigos balneários, transformados em duas salas polivalentes, a construção da estrutura das bancadas e o enquadramento exterior. Por outro lado, foi também erigido um edifício com os novos balneários e um apartamento destinado ao guarda do campo, o qual poderá, em alternativa, vir a abrigar a administração do complexo.
Cedido à UC pela Câmara Municipal de Coimbra na segunda década do século XX para a prática desportiva dos estudantes, o Campo de Santa Cruz está sob a responsabilidade da AAC. De acordo com Seabra Santos, será esta entidade que continuará a gerir o espaço, ainda que mediante uma parceria que deverá envolver a Reitoria e os Serviços de Acção Social da Universidade. Porém, o reitor não quis revelar os termos do acordo, adiantando que estão em fase de discussão.
Entretanto, a recepção de propostas de adjudicação da obra prossegue até ao próximo dia 29, realizando-se no dia seguinte o acto público do concurso.


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CAMPO DE SANTA CRUZ Obra concluída em menos de um ano

O próximo dia 30 de Outubro marca a abertura do concurso público para a conclusão da 2.ª fase do Campo de Santa Cruz, cujas obras pararam em Julho de 2003.

Desde 1 de Julho de 2003 que nada acontece no Campo de Santa Cruz. Até agora, foram alguns os subsídios prometidos pelo Governo e que não chegaram à Direcção Geral/Associação Académica de Coimbra (DG/AAC). “A resposta eternizou-se”, começa por lamentar Paulo Fernandes, líder da associação estudantil. Assim, a Academia decidiu avançar, juntamente com a Reitoria da Universidade de Coimbra, para a abertura de um concurso público para a conclusão das obras, apresentado ontem à comunicação social. “Foi uma decisão unânime desta direcção geral”, lembra Paulo Fernandes, que fundamenta a opção: “este é um local mítico da cidade e que não podia continuar parado. Agora que acabam de entrar mais três mil estudantes na nossa universidade, parece-me uma boa altura. O Campo de Santa Cruz é o melhor equipamento desportivo da AAC e esperemos que, com esta decisão, este seja o início do fim”.
Até ao momento, e feito o saldo da 1.ª fase das obras, o Santa Cruz conta já com uma zona de balneários, uma sala polivalente, um apartamento superior no edifício central e ainda com novo enquadramento exterior. Na 2.ª etapa do projecto, avançar-se-á para a conclusão do relvado sintético, o campo central a ser utilizado pela maioria das secções desportivas da Academia. Presente na cerimónia, o Reitor Seabra Santos falou do “momento de alegria, num espaço que irá devolver à cidade e à Academia algo muito importante”.

Património de valor
Quando foi contactado pela DG/AAC, Seabra Santos “pensava que a Universidade tinha esgotado o seu apoio ao Campo de Santa Cruz com os 550 mil euros da 1.ª fase”. Contudo, dois motivos foram essenciais para a Reitoria avançar com o apoio. “Prevaleceram o valor do património num espaço como este e, por outro lado, o esforço da DG/AAC em terminar o projecto”, explica Seabra Santos. Perspectiva-se agora “uma gestão conjunta entre a Reitoria, a AAC e os Serviços de Acção Social da Universidade de Coimbra”, mas, até, lá será de todo aconselhável, ressalva o Reitor, “diminuir os custos da AAC”. Os mais pessimistas apontam a conclusão do Campo de Santa Cruz “em menos de um ano, mas os mais optimistas diriam em quatro meses”.

Avanços e recuos: os custos da obra

Para se tornar possível o avanço nas obras do Santa Cruz, a Reitoria da Universidade contribuiu com 150 mil euros, num total de 420 mil euros, o valor estimado para, dentro de cerca de cinco meses, concluir o relvado sintético em falta. Assim, a obra leva já, no montante global, com o IVA incluído, cerca de 990 mil euros de custo. Um valor que não assusta os responsáveis pelo projecto, porque “tratar-se-á de um sintético de 3.ª geração”, sublinha Seabra Santos, o que permite o regresso de um espaço “necessário” para Coimbra. “Não fosse a colónia de sapos parteiros” que invadiu o Campo de Santa Cruz, no contexto da 1.ª fase das obras, e, se calhar, as obras já estariam concluídas.



FUTEBOL - ACADÉMICA Roma repetente 12 meses depois

As estatísticas do futebol trazem, por vezes, dados curiosos. Na próxima segunda-feira, quando a Académica entrar no relvado do Bessa, fará precisamente um ano desde a última vez em que tal aconteceu. Para a 4.ª jornada da Liga 2006/2007, Boavista e Académica empataram (2-2), numa partida também disputada a 24 de Setembro, no Estádio do Bessa XXI. Linz (agora no Sp. Braga) marcou para os "axadrezados", mas a Briosa deu a volta, com golos de Lino (de livre directo, aos 43') e Gyano (entrara aos 32' para o lugar de Alexandre). Hélder Rosário, aos 70', recorde-se, restabeleceu a igualdade.
Passados 365 dias, note-se ainda que, ao que tudo indica, Pedro Roma será o único repetente no "onze" da Briosa. No encontro da época passada, foram sete os titulares que já nem sequer fazem parte do plantel actual: Medeiros, Lino, Sonkaya, Alexandre, Brum, Filipe Teixeira e Dame. Depois, jogadores como Miguel Pedro, Litos e Pavlovic, que integraram, nessa partida, a equipa inicial, mas não devem fazê-lo agora, já que, ao que tudo indica, Domingos irá manter a dupla Kaká/Orlando no eixo central da defesa, e, por outro lado, apostar em Cris no "miolo", num sector de índole mais defensiva do que na última partida. Já Pavlovic nem sequer foi convocado para o jogo com o Paços de Ferreira e, por isso, muito dificilmente entrará directamente para o "onze". Em suma, a Briosa actuará, segunda-feira, às 19H45, no mesmo dia e no mesmo estádio, mas com uma equipa, à excepção de Roma, totalmente renovada.

Mancha pede "Paciência"
A Mancha Negra prepara a viagem ao Bessa com o lema "Paciência para a vitória" e promove – por 10 euros para sócios da claque e 15 euros para não-sócios – facilidades aos adeptos da Briosa que queiram acompanhar a equipa. Inscrições e informações devem ser efectuadas na sede da claque, no Pavilhão Eng.º Jorge Anjinho, de onde a Mancha parte segunda-feira, às 17H30, para o Porto.


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Nereu e Sarmento não devem estar aptos

Os jovens Rui Nereu e Sarmento devem ser os únicos indisponíveis para o jogo de segunda-feira, no Bessa. Têm estado ambos a treinar à parte, devido a problemas físicos, e não é crível que recuperem a tempo, o que, contudo, não complica por aí além a vida a Domingos Paciência, porque nem o guarda-redes nem o defesa-direito são habituais titulares. Litos é que já pode jogar, depois de ter cumprido o castigo pela expulsão frente ao Leiria. É improvável, contudo, que já apareça na equipa inicial, atendendo à boa exibição da dupla de centrais - Kaká e Orlando - que foi utilizada no domingo. Desde que regressou à primeira divisão, a Académica ainda não conseguiu vencer no Bessa, nem no velho nem no novo, apesar de na época passada ter estado perto, num desafio que acabou empatado (2-2). Hoje, a equipa treina no Bolão, a partir das 10h00.

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O repetente Pedro Roma NA DESLOCAÇÂO AO BESSA

Na próxima segunda-feira, quando a Académica entrar no relvado do Bessa, fará precisamente um ano desde a última vez em que tal aconteceu. Para a 4.ª jornada da Liga 2006/2007, Boavista e Académica empataram (2-2), numa partida também disputada no dia 24 de Setembro.

Linz marcou primeiro, a Briosa deu a volta com golos de Lino e Gyánó, mas depois Hélder Rosário igualou de novo. Um ano depois, no mesmo dia e estádio, esta Briosa apresenta-se, contudo, com uma equipa totalmente diferente, à excepção de Pedro Roma, o único provável repetente.

No encontro da época passada, foram sete os titulares que já não fazem parte do plantel: Medeiros, Lino, Sonkaya, Alexandre, Brum, Filipe Teixeira e Dame. Já Miguel Pedro e Litos fizeram também parte do onze, mas não devem fazê-lo no Bessa, já que Domingos deve apostar em Cris, no “miolo”, e manter a dupla Kaká/Orlando no eixo central da defesa.

Hoje, às 10 horas, há treino na Academia Briosa XXI.


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quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Fofana é o novo diamante africano


Um ano depois de Dame, a Académica volta a ter um diamante africano que, até ser chamado para assinar, também passou por uns dias à experiência: Fofana, 23 anos, ex-Sabe Sports de Bouna. Chegou a meio da pré-época, aconselhado por um ex-jogador do director-desportivo Luís Agostinho - foi treinador da Naval e do Aves, entre outros -, e já não voltou a casa, na Costa do Marfim. No início do campeonato, porém, ninguém dizia que Fofana ia ser indiscutível, não nesta altura. Vouho, por exemplo, internacional pré-olímpico Sub-23 que veio por indicação da mesma pessoa e também ficou, foi titular nos últimos jogos, mas já se percebeu que ainda precisa de consistência. Já Fofana, um médio-ofensivo que se destaca por uma impressionante rapidez de execução, provou que é opção imediata, tal como Dame. E a Académica, que não foi capaz de segurar este jogador – saiu, só pelo valor dos direitos de formação, para o Panathinaikos, da Grécia –, contratou o marfinense por uns invulgares seis anos (quatro, mais dois de opção). Não volte o diabo a tecê-las.

*Ojogo

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terça-feira, 18 de setembro de 2007

Mais um recorde para bater*


Não poderia existir melhor altura para a Académica bater outro recorde já no próximo fim-de-semana, na visita ao Estádio do Bessa, marcada para segunda-feira, às 19.45.

É que, desde a última vitória ante o Boavista, no Porto, já passaram 37 anos (época 1970/71) e, agora, mais do que nunca, em relação a confrontos anteriores, os estudantes encontram-se bastante moralizados. Na época passada, à 4.ª jornada, a Académica esteve muito perto de triunfar no Bessa – esteve até a vencer por 2-1 – mas deixou-se depois empatar. Será desta? Pelo menos o moral do grupo está em alta.

Anteontem, a vitória frente ao Paços de Ferreira marcou o final de um ciclo de dez meses sem vitórias em casa e marcou da melhor maneira a estreia de Domingos Paciência no comando técnico. Até Hélder Barbosa, que já não marcava desde o dia 5 de Novembro da época passada, foi o autor do golo, o primeiro após a lesão grave sofrida pelo extremo cedido pelo FCPorto. O passado foi, por isso, rompido em várias frentes, e o novo técnico quer tentar que se volte a fazer história em Coimbra.

*Record

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segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Press Room

Hélder Barbosa: «Vivi este momento de forma especial»
ESQUERDINO REGRESSOU AOS GOLOS APÓS LESÃO GRAVE

Não era só a Académica que não vencia desde Novembro da época passada. Também Hélder Barbosa não marcava desde essa altura, num jogo, no Estádio Cidade de Coimbra, frente ao Estrela da Amadora (2-0). Ontem, dois recordes foram batidos e, por isso, o entusiasmo de Hélder Barbosa, que, entretanto, enfrentou uma longa paragem por lesão, era enorme.
“Foi especial este primeiro golo pós-lesão e vivi-o de maneira diferente. Esta vitória pode significar o empurrão que faltava, porque não havia confiança no balneário pela ausência de vitórias e este tipo de jogos elevam o moral de uma equipa”, adiantou o jovem esquerdino.
No golo decisivo, Barbosa explodiu. “Explorei a velocidade, sofri um toque pelo meio mas a bola continuou ao pé de mim. E, aí, só pensei que tinha de marcar.”

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Paciência num parto difícil

Uma entrada explosiva de Hélder Barbosa, lançado já na segunda parte, garantiu o triunfo da Académica num jogo que parecia fadado para terminar empatado. A estreia de Domingos Paciência no comando técnico dos “estudantes” não poderia ter sido mais feliz, acabando por participar no parto de um triunfo caseiro que era aguardado há nove meses. Hélder Barbosa foi o motorista da ambulância - que neste país à beira-mar plantado têm feito as vezes dos tais blocos de parto que o Ministério da Saúde entendeu não terem condições – e a ele coube a tarefa de ajudar a fazer nascer o tão desejado triunfo, isto depois de ter circulado em excesso de velocidade até à área pacense e colocado a bola no berço guardado por Peçanha.
Ainda sem triunfos no campeonato, Académica e Paços de Ferreira foram-se arrastando sem grande convicção no relvado do Cidade de Coimbra, tornando ainda mais monótono um domingo cinzento e a ameaçar chuva. Dois lances perigosos em cada uma das balizas nos primeiros cinco minutos foram promessa de jogo interessante, adiada até ao tal golo do miúdo tirado da cartola pelo treinador dos “estudantes”. Lento, muito disputado a meio-campo, marcado por constantes perdas de bola e de lances abortados sempre que chegavam ao último terço do campo, o encontro ganhou outro brilho com a entrada de Hélder Barbosa – totalmente recuperado de uma grave lesão sofrida em Novembro de 2006 -, autor de vários lances dignos da mais rija peladinha de rua. A fantasia voltou a fazer ruir tácticas – os da casa optaram pelo 4x2x3x1 e os visitantes mantiveram-se fiéis ao 4x3x3 - e organizações, e o euro pago no bar do estádio por uma garrafa de água em miniatura até foi esquecido quando o último gole foi aplicado no arrefecimento das gargantas que gritaram o golo da vitória.
Dos pacenses, que quinta-feira se estreiam na Taça UEFA, recebendo o AZ Alkmaar, ficou a ideia de ainda estarem longe do que podem render, à imagem, frise-se, da Académica, cuja vitória não a liberta de cargas de trabalho(s).

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Académica regista primeira vitória na estreia de Domingos

A Académica de Coimbra alcançou esta tarde, no seu reduto, a sua primeira vitória na actual edição da Liga portuguesa de futebol, ao bater o Paços de Ferreira por 1-0 em partida integrada na 4.ª jornada.
Estreia auspiciosa de Domingos Paciência, jovem treinador que depois de Leiria e passados alguns meses, regressa agora ao «banco» cabendo-lhe dirigir a «Briosa» depois da saída de Manuel Machado.
O golo que valeu a conquista dos primeiros três pontos à Académica foi obtido por Hélder Barbosa, jovem que começando o jogo como suplente foi chamado por Domingos aos 60 minutos para substituir Ivanildo.
A cinco minutos do termo da partida e num período em que os adeptos conimbricenses desesperavam pela ausência do golo, foi o talentoso Barbosa a fazer o 1-0, aproveitando uma defesa incompleta do guardião Peçanha para atirar para o fundo das redes.
Para este encontro, Domingos Paciência procedeu a uma «mini-revolução» mas seria depois das três alterações a que procedeu o treinador, fazendo entrar para além do já referido Hélder Barbosa, Joeano e Cris, três homens que foram dar maior movimentação à equipa e mais «corpo» na frente de ataque de uma equipa que até esteve bem até ao meio campo.
O futebol foi de fraca qualidade, o Paços de Ferreira apresentou-se algo apático, e foi de facto a Académica que face ao que se viu, mais fez para justificar a vitória.

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Hélder Barbosa matou saudades

Desde 26 de Novembro do ano passado que a Briosa não vencia em casa. A troca no comando técnico parece ter motivado o plantel e Hélder Barbosa deu uma ajuda preciosa.
No seu primeiro jogo em Coimbra, Domingos promoveu uma revolução e na disposição inicial foram várias as ideias diferentes, apesar dos somente quatro dias de trabalho que antecederam a recepção ao Paços de Ferreira. Num 4x3x3 inicial, em relação ao último jogo da era Manuel Machado, foram algumas as novidades: a ausência de Cris da equipa inicial (o ex–Feirense tinha sido defesa-esquerdo nos Barreiros); a aposta em Miguel Pedro (que se estreou a titular esta época) para a posição “10”, com Tiero e Paulo Sérgio com missões mais defensivas; a aposta em Ivanildo, no lado esquerdo do ataque, com Hélder Barbosa e Lito (!) no banco de suplentes. Fofana e Vouho também surgiram no ataque, com Joeano de fora. Contudo, as mudanças na equipa inicial não surtiram efeito na primeira metade e o nulo ao intervalo era mesmo o único resultado possível, face ao futebol adormecido praticado por ambas as formações.
Ivanildo, aos 3’, e Tiero, aos 35’, estiveram perto do golo, mas os remates de longa distância saíram pouco por cima da barra.
Após o intervalo, e com o jogo dos “bancos”, o entusiasmo no desafio aumentou. A Académica cresceu, criou (poucas, mas mais do que o adversário) oportunidades para marcar e mereceu o golo que lhe sorriu já perto do final.
Hélder Barbosa ameaçou, aos 67’, num livre “à Quaresma” que Peçanha defendeu de forma brilhante. Joeano, logo a seguir, num remate cruzado, voltou a estar perto do golo. Quando se pensava no empate, Hélder Barbosa, lançado em profundidade, passou, em velocidade, por quatro pacences, pareceu “tocado” por um adversário mas recuperou a posição, passou por Peçanha e, com a baliza à mercê, com o pé esquerdo, deixou em delírio os mais de cinco mil adeptos da casa que já tinham saudades de um momento assim.

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Barbosa abrilhantou estreia de Domingos

Nove meses depois, o público afecto à Académica pôde, finalmente, assistir a uma vitória no Estádio Cidade de Coimbra. Hélder Barbosa abrilhantou a estreia de Domingos no comando técnico dos estudantes, numa partida que pendia para o empate
A estreia de Domingos Paciência no comando técnico da Académica não poderia ter corrido melhor. A Briosa somou a primeira vitória da temporada, largando, assim, a “lanterna vermelha” do campeonato, e ainda conseguiu terminar com o enguiço (ausência de vitórias) que prevalecia há nove meses em Coimbra.
Era com alguma expectativa que os adeptos esperavam o embate com o Paços de Ferreira. A saída de Manuel Machado para a entrada de Domingos Paciência criou esperança nos associados academista mas as últimas exibições do colectivo conimbricense deixavam algumas reservas em relação ao desempenho do mesmo.
O empate, porventura, seria o resultado mais justo tendo em conta o que as formações produziram ao longo dos 90 minutos, mas a força de vontade e o querer dos academistas foram determinantes na conquista dos três pontos.
Se na primeira parte os (poucos) lances de perigo foram repartidos pelos dois conjuntos, na segunda as principais ocasiões penderam para o lado dos estudantes. A entrada de Hélder Barbosa veio dar dinâmica e criatividade ao colectivo – o lance do golo estudantil é disso bem um exemplo -, mas o papel de Fofana, Tiero e Joeano também teve a sua quota parte.
Ansiedade foi adversária
O europeu Paços de Ferreira teima em não apresentar a qualidade revelada na temporada passada, exemplo disso são os dois pontos conquistados nas quatro jornadas já disputadas. No entanto, em termos de robustez e competitividade, a turma de José Mota continua com índices bastantes elevados. Mas isso só por si não chega, e a quantidade reduzida de lances perigosos que os nortenhos construíram, atesta essa opinião.
No decorrer, essencialmente, dos primeiros 45 minutos, a ansiedade patenteada pelo colectivo academista não dava o discernimento necessário para que as transições saíssem de forma perfeita e esse factor condicionava a produção estudantil.
Domingos por diversas vezes reclamou calma aos seus atletas, mas a serenidade do colectivo só apareceu ao minuto 86, quando Hélder Barbosa fez o único golo da partida e concedeu os primeiros três pontos à Académica.
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segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Machado acertou a rescisão*


Manuel Machado acertou esta manhã a rescisão do seu contrato com a Direcção da Académica. Da parte da tarde será a despedida do técnico dos jogadores que dirigiu. Trata-se da segunda «chicotada psicológica» da temporada depois da saída de Fernando Santos do Benfica.

Termina assim uma ligação de dezasseis meses iniciada em Maio de 2006. Longe do olhar dos jornalistas, a Direcção do clube e equipa técnica selaram a antecipação do fim de um contrato que só deveria terminar em Junho de 2008.



Joeano, avançado brasileiro da equipa de Coimbra, disse esta manhã à Renascença «a sua tristeza» pelo abandono de Manuel Machado. «É um bom técnico, pessoalmente devo-lhe muito, pois confiou em mim em reintegrar-me na equipa. É uma pena», disse Joeano.

*Abola

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